Eu Quero Ir A África Em 2010
Nonada, foi escrito por Santaum no dia 34 de Pós-matemática de 3173 YOLD às 7:11:83

photo credit: Rev. Beraldo
Como é difícil jogar no Morumbi!
O torcedor é bastante exigente. Quando o espetáculo não é bom, o torcedor vaia. Afinal, na visão da maioria dos torcedores, ele é o cliente. Ele paga o ingresso para assistir o espetáculo. O jogador é o fornecedor. Ele sempre tem por obrigação agradar o cliente. O cliente é o torcedor. O jogador é o espetáculo. O espetáculo é o fornecedor.
A partida de ontem da Seleção Brasileira mostrou perfeitamente a relação cliente vs. fornecedor tal como ela é no sentido literal da palavra. O torcedor fica na fila esperando para comprar o ingresso. Se tiver sorte, consegue comprar pelo preço que não seja dos cambistas. Boa parte dos ingressos são comprados e revendidos num preço superior ao valor original. Todo lugar tem disso. Normal. O cliente paga este ingresso. Muitos, inclusive, acham o ingresso caro. O fornecedor tem obrigatoriamente que dar o espetáculo.
A expectativa dos clientes é ver um super espetáculo. Afinal, não é todo dia que a seleção brasileira joga no Brasil. Como a Seleção Brasileira gosta de jogar na Inglaterra, não é verdade? Se não me engano, é apenas a segunda vez que a Seleção Brasileira joga no Brasil na era Dunga. Espera-se, portanto, que Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Robinho joguem bem. E muito bem! O torcedor é exigente. Pagou o ingresso. O torcedor paulistano é mais exigente ainda. Exige qualidade! Senão não valeria a pena pagar um ingresso tão caro!
O primeiro tempo da seleção foi muito ruim. A idéia deles era pressionar o time Uruguaio nos primeiros 15 minutos quando, de repente, tomaram o primeiro gol do adversário. A história mais uma vez se repete. Jogadores são vaiados, como ocorreu também no Maracanã. O fornecedor é criticado. É o peso de vestir uma camisa amarela com 5 títulos mundiais? É o peso de vestir a camisa de uma seleção que tem por obrigação sempre jogar bem? De um time que boa parte dos brasileiros assistem? Que um narrador excelente e chato torcedor narra? De um time que tem 180 milhões de técnicos, dentre eles eu e o excelente narrador?
Luis Fabiano jogou em casa, conhece os atalhos do Morumbi e matou o jogo. Foi um fornecedor à parte. Teve sorte também. São características de um legítimo centro-avante. Faz gols e tem sorte. Fez um gol no final do primeiro tempo e um belo gol no início do segundo. É o nome do jogo. Decidiu a partida. Alegre mesmo quem ficou foi o narrador, que exaustivamente insistiu para que Dunga tirasse o Love. Sorte do novo-sortudo-excelente titular. O goleiro Júlio César foi outro destaque. Em pleno Morumbi, arena do grande ídolo são-paulino, o goleiro foi muito bem e atendeu a clientela. Fui inclusive ovacionado.
Agora estou mais animado para ir a África do Sul. O Brasil não jogou bem. De fato não jogou. Mas mesmo com as vaias, os jogadores conseguiram vencer uma equipe muito difícil. Não deram aos clientes um super espetáculo, mas ganharam. E ainda posso palpitar que o Brasil vai jogar desse jeito até o fim das eliminatórias. E vai se classificar pra Copa 2010, como é de praxe. Quem sabe o Fenômeno não possa ir?
Que venha a África do Sul e o Cape of Good Hope.
Grande abraço a todos.

photo credit: Rev. Beraldo
Como é difícil jogar no Morumbi!
O torcedor é bastante exigente. Quando o espetáculo não é bom, o torcedor vaia. Afinal, na visão da maioria dos torcedores, ele é o cliente. Ele paga o ingresso para assistir o espetáculo. O jogador é o fornecedor. Ele sempre tem por obrigação agradar o cliente. O cliente é o torcedor. O jogador é o espetáculo. O espetáculo é o fornecedor.
A partida de ontem da Seleção Brasileira mostrou perfeitamente a relação cliente vs. fornecedor tal como ela é no sentido literal da palavra. O torcedor fica na fila esperando para comprar o ingresso. Se tiver sorte, consegue comprar pelo preço que não seja dos cambistas. Boa parte dos ingressos são comprados e revendidos num preço superior ao valor original. Todo lugar tem disso. Normal. O cliente paga este ingresso. Muitos, inclusive, acham o ingresso caro. O fornecedor tem obrigatoriamente que dar o espetáculo.
A expectativa dos clientes é ver um super espetáculo. Afinal, não é todo dia que a seleção brasileira joga no Brasil. Como a Seleção Brasileira gosta de jogar na Inglaterra, não é verdade? Se não me engano, é apenas a segunda vez que a Seleção Brasileira joga no Brasil na era Dunga. Espera-se, portanto, que Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Robinho joguem bem. E muito bem! O torcedor é exigente. Pagou o ingresso. O torcedor paulistano é mais exigente ainda. Exige qualidade! Senão não valeria a pena pagar um ingresso tão caro!
O primeiro tempo da seleção foi muito ruim. A idéia deles era pressionar o time Uruguaio nos primeiros 15 minutos quando, de repente, tomaram o primeiro gol do adversário. A história mais uma vez se repete. Jogadores são vaiados, como ocorreu também no Maracanã. O fornecedor é criticado. É o peso de vestir uma camisa amarela com 5 títulos mundiais? É o peso de vestir a camisa de uma seleção que tem por obrigação sempre jogar bem? De um time que boa parte dos brasileiros assistem? Que um narrador excelente e chato torcedor narra? De um time que tem 180 milhões de técnicos, dentre eles eu e o excelente narrador?
Luis Fabiano jogou em casa, conhece os atalhos do Morumbi e matou o jogo. Foi um fornecedor à parte. Teve sorte também. São características de um legítimo centro-avante. Faz gols e tem sorte. Fez um gol no final do primeiro tempo e um belo gol no início do segundo. É o nome do jogo. Decidiu a partida. Alegre mesmo quem ficou foi o narrador, que exaustivamente insistiu para que Dunga tirasse o Love. Sorte do novo-sortudo-excelente titular. O goleiro Júlio César foi outro destaque. Em pleno Morumbi, arena do grande ídolo são-paulino, o goleiro foi muito bem e atendeu a clientela. Fui inclusive ovacionado.
Agora estou mais animado para ir a África do Sul. O Brasil não jogou bem. De fato não jogou. Mas mesmo com as vaias, os jogadores conseguiram vencer uma equipe muito difícil. Não deram aos clientes um super espetáculo, mas ganharam. E ainda posso palpitar que o Brasil vai jogar desse jeito até o fim das eliminatórias. E vai se classificar pra Copa 2010, como é de praxe. Quem sabe o Fenômeno não possa ir?
Que venha a África do Sul e o Cape of Good Hope.
Grande abraço a todos.
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Categoria: Futebol
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