Psicodelias Mentais
Nonada, foi escrito por Santaum no dia 26 de Pós-matemática de 3173 YOLD às 4:05:36

photo credit: Rev. Beraldo
Cenário 1.
Casarão. Definitivamente um casarão. Pode-se dizer que seja uma mansão bem antiga do século XIX. Feita de alvenaria, dois andares, muitas janelas.
Cenário sempre sombrio. Sempre durante a noite. Às vezes chovia, às vezes não. Na maioria das vezes chovia.
Na frente da mansão tinha um bosque. Gigante. Imagino eu que este bosque tinha uns 500 metros de comprimento. Ia até um rio. Um rio estranho. Agora não me lembro bem se é um rio ou um pântano. Só sei que era assustador. A cor das folhas das árvores eram meio violetas misturadas com um verde escuro. Este verde tinha uma tonalidade negra. Acho que era por causa do cenário escuro, noturno que sempre se encontra esta maldita cena.
Sabe aquele poder inercial, que intuitivamente te estimula a buscar este extremo? De sempre ficar com aquela vontade subconsciente de buscar aquilo, porém conscientemente negando-o? Aquela energia inicial de potência acumulada? Pois é. Sempre acontece isso quando este cenário aparece. Pode-se fazer uma analogia com essa sensação quando você está no topo de uma edificação, na sua beirada. É a mesma sensação. Aquele frio na barriga, etc. Seria, portanto, essa energia potencial acumulada que descrevi, aquela vontade física de se buscar, mesmo não querendo, aquele pântano.
Cenário 2.
Uma avenida. Bonita por sinal. Três faixas de cada lado. Moro perto desta avenida. Digo, moro perto desta avenida neste cenário. Esta avenida corta um pequeno vale. Do lado esquerdo dela uma praça. Do lado direito uma avenida gigante, porém com um ribeirão no meio e várias trincheiras. A minha casa, embora nunca saiba exatamente onde fica, se localiza no entorno desta avenida bonita e da avenida das trincheiras. Recentemente, esse cenário ficou comum nas minhas psicodelias mentais.
Cenário 3.
A terra natal do meu pai. Digo, a terra natal do meu pai no cenário que sempre aparece na minha cabeça. O rio que corta a cidade, em algumas situações, está tão vazio a ponto de andar a pé e se localiza do lado direito, desde que a sua referência frontal seja o norte. Dependendo da psicodelia, esse rio, que é gigante em largura, se torna um monstro. Perigoso, profundo, águas assassinas, correntes assustadoras. Existem situações em que o rio fica do lado esquerdo, considerando a mesma referência. Essa é a maior viagem do mundo. E o pior, o mesmo rio, ao contrário do outro, fica num abismo, a mais ou menos, na minha linha de pensamento, uns 100 metros. Nesta psicodelia, o pessoal fez uma ponte elevada para atravessar este rio maluco. Ponte estreita, uma faixa em cada sentido. Paradoxalmente, eu nem sonhava em começar a olhar o rio lá de cima. A gente passava nesta ponte quando decidíamos passar por outro trajeto até chegar na minha casa. Sempre o mesmo caminho, a mesma coisa, o mesmo delírio. Na realidade, a trajetória é completamente diferente. O rio então…
Cenário 4.
Sempre a mesma coisa. Um bairro simples. Casas simples, modestos casebres. Tinha um morro. Lá do alto tinha uma vista. Estranha até por sinal. Lugar arborizado. Árvores densas, fortes, altas, presentes. Para voltar pra casa a gente sempre via este logradouro. Este mirante estranho. Eu nunca subi lá. Sempre tentei mas nunca consegui chegar até o topo. A estrada que eu percorria para chegar até minha casa sempre era a mesma. Sempre passei nos mesmos locais na minha psicodelia até chegar na minha casa. Ora de ônibus, ora de carro. Ora a pé. Sempre chegava no mesmo tempo. 620 km. Não era tão longa a viagem, mas era absolutamente desgastante. Não consigo descrever exatamente quanto tempo, mas posso afirmar que não era tão longa, mesmo indo a pé.
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Uma coisa é certa. Tenho que seguir a dica do meu colega de república. Ele falou pra eu comer pouco antes de dormir, para que eu evite ter pesadelos.
Grande abraço a todos.

photo credit: Rev. Beraldo
Cenário 1.
Casarão. Definitivamente um casarão. Pode-se dizer que seja uma mansão bem antiga do século XIX. Feita de alvenaria, dois andares, muitas janelas.
Cenário sempre sombrio. Sempre durante a noite. Às vezes chovia, às vezes não. Na maioria das vezes chovia.
Na frente da mansão tinha um bosque. Gigante. Imagino eu que este bosque tinha uns 500 metros de comprimento. Ia até um rio. Um rio estranho. Agora não me lembro bem se é um rio ou um pântano. Só sei que era assustador. A cor das folhas das árvores eram meio violetas misturadas com um verde escuro. Este verde tinha uma tonalidade negra. Acho que era por causa do cenário escuro, noturno que sempre se encontra esta maldita cena.
Sabe aquele poder inercial, que intuitivamente te estimula a buscar este extremo? De sempre ficar com aquela vontade subconsciente de buscar aquilo, porém conscientemente negando-o? Aquela energia inicial de potência acumulada? Pois é. Sempre acontece isso quando este cenário aparece. Pode-se fazer uma analogia com essa sensação quando você está no topo de uma edificação, na sua beirada. É a mesma sensação. Aquele frio na barriga, etc. Seria, portanto, essa energia potencial acumulada que descrevi, aquela vontade física de se buscar, mesmo não querendo, aquele pântano.
Cenário 2.
Uma avenida. Bonita por sinal. Três faixas de cada lado. Moro perto desta avenida. Digo, moro perto desta avenida neste cenário. Esta avenida corta um pequeno vale. Do lado esquerdo dela uma praça. Do lado direito uma avenida gigante, porém com um ribeirão no meio e várias trincheiras. A minha casa, embora nunca saiba exatamente onde fica, se localiza no entorno desta avenida bonita e da avenida das trincheiras. Recentemente, esse cenário ficou comum nas minhas psicodelias mentais.
Cenário 3.
A terra natal do meu pai. Digo, a terra natal do meu pai no cenário que sempre aparece na minha cabeça. O rio que corta a cidade, em algumas situações, está tão vazio a ponto de andar a pé e se localiza do lado direito, desde que a sua referência frontal seja o norte. Dependendo da psicodelia, esse rio, que é gigante em largura, se torna um monstro. Perigoso, profundo, águas assassinas, correntes assustadoras. Existem situações em que o rio fica do lado esquerdo, considerando a mesma referência. Essa é a maior viagem do mundo. E o pior, o mesmo rio, ao contrário do outro, fica num abismo, a mais ou menos, na minha linha de pensamento, uns 100 metros. Nesta psicodelia, o pessoal fez uma ponte elevada para atravessar este rio maluco. Ponte estreita, uma faixa em cada sentido. Paradoxalmente, eu nem sonhava em começar a olhar o rio lá de cima. A gente passava nesta ponte quando decidíamos passar por outro trajeto até chegar na minha casa. Sempre o mesmo caminho, a mesma coisa, o mesmo delírio. Na realidade, a trajetória é completamente diferente. O rio então…
Cenário 4.
Sempre a mesma coisa. Um bairro simples. Casas simples, modestos casebres. Tinha um morro. Lá do alto tinha uma vista. Estranha até por sinal. Lugar arborizado. Árvores densas, fortes, altas, presentes. Para voltar pra casa a gente sempre via este logradouro. Este mirante estranho. Eu nunca subi lá. Sempre tentei mas nunca consegui chegar até o topo. A estrada que eu percorria para chegar até minha casa sempre era a mesma. Sempre passei nos mesmos locais na minha psicodelia até chegar na minha casa. Ora de ônibus, ora de carro. Ora a pé. Sempre chegava no mesmo tempo. 620 km. Não era tão longa a viagem, mas era absolutamente desgastante. Não consigo descrever exatamente quanto tempo, mas posso afirmar que não era tão longa, mesmo indo a pé.
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Uma coisa é certa. Tenho que seguir a dica do meu colega de república. Ele falou pra eu comer pouco antes de dormir, para que eu evite ter pesadelos.
Grande abraço a todos.
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Categoria: Beyond Badgá
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