» 2008 » May
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In Rainbows e o Pôr-do-Sol

Nonada, foi escrito por Santaum no dia 51 de Discórdia de 3174 YOLD às 5:33:74

Poperó
Creative Commons License photo credit: rsrocha2004

Uma banda me chamou bastante a atenção nos últimos dias: Radiohead.

Minha relação com o álbum In Rainbows começou com uma carona. Meu grande amigo Mendes - exímio apreciador de rock alternativo desde os tempos de república na época de faculdade - tomou ma decisão quando estava dirigindo: pegou o CD In Rainbows [2007] do Radiohead e o colocou no carro em alto e bom som. Decisão nonadista, por sinal.

Tudo isso ocorreu em um fim de semana chuvoso em Uberlândia-MG, na comemoração da festa dos 3 anos de formatura. Naquele momento em que se escutara 15 Steps no carro, o tempo se abria e era fim de tarde. Sabe quando as nuvens se cruzam com o pôr-do-sol e um festival de cores variando desde o amarelo ao vermelho entrelaça o céu e nos premia com aquela paisagem maravilhosa? Simplesmente, isso aconteceu.

Toda vez que escuto esse álbum - principalmente a bela faixa 15 Steps - sempre me lembrarei eternamente daquele instante que me revelou uma das paisagens mais fantásticas que vi até hoje em toda a minha vida.

A seguir, vídeos das faixas de In Rainbows que mais gosto de ouvir.

15 Steps

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Weird Fishes/Arpeggi

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Jigsaw Falling Into Place

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Bodysnatchers

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Grande abraço a todos.

Comentários (6)

Categoria: Poperó

Uma Nova Humanidade

Nonada, foi escrito por Santaum no dia 49 de Discórdia de 3174 YOLD às 7:79:35

Kilimanjaro
Creative Commons License photo credit: Rev. Beraldo

Humanidade, humanidade. Que maravilha!

Seres sábios, ou seres sapiens, pertencentes a uma subfamília privilegiada de mamíferos chamada Hominoidea. Esse é o ser humano. Essa espécie limitada fisicamente e capaz de pensar, e o mais interessante, capaz de se comunicar através de uma linguagem. Talvez, pela limitação física, o homem deve ter começado a pensar, para que sobrevivesse nessa selva chamada Terra.

Foi o homem, esse mesmo, que passou a controlar o fogo, a observar a natureza de uma maneira diferente. Percebera que com uma pedra lascada, mesmo com sua limitação física, era possível combater o inimigo, ou outro animal. É a essência deste planeta terreno, o mais adaptado sobrevive. Esse mecanismo de competição já é antigo, desde os primórdios. E isso ficou na nossa cabeça. O homem, por exemplo, enxerga o “way of life” dos nossos conterrâneos terrestres dinossauros da mesma maneira que a nossa. Animais competindo entre si, disputando espaço e buscando o seu harém.

Seres competitivos, desde os primórdios, são os habitantes deste planeta. Afinal, a Terra é o palco da vida. Portanto, para que se viva nesta selva, você tem que ser o melhor. Senão não sobrevive. Nessa última opção, ou passa fome, ou é comido por um predador, ou até mesmo fica tão frustrado com a vida, triste, desanimado, e opta pela morte. Vida cruel a vida terrena. Mal aventurados são estes animais terrenos.


Creative Commons License photo credit: ?nder

Resumindo, a própria estrutura do nosso planeta já favorece a sua autodestruição, a não ser que nenhum ser vivo opte pela vida. É algo meio que impossível. Talvez, se todos os animais se reunissem, como o gavião, o pato, o jacaré, o leão, a girafa, o homem, o chipanzé, a bactéria, dentre outros, e chegassem a uma conclusão de que a vida não tem sentido nessa selva, talvez seria mais real do que imaginária a sobrevivência do planeta.

Oras, a discussão atual de parte da subfamília Hominoidea é essa. Como preservar o planeta? Pena que os jacarés, os búfalos e muitos elefantes estão desinteressados sobre esse assunto, como quase todos os Hominoidea. Nessa derrocada, acredite, fazendo um prognóstico bem alegre, festivo, o caminho é o fim do planeta. E esse momento já está bem próximo. Quem sabe o início de um novo ciclo?

Como se diz, somos limitados, nosso cérebro é limitado. Repetindo o exemplo, o caso dos dinossauros. O homem sempre imagina uma outra sociedade, ou até outra manifestação biológica, parecida com a nossa. Um extraterrestre, por exemplo, tem que ser um humanóide com uma manifestação linguística parecida com a nossa. E mais, pra piorar, tem que falar inglês, como nos filmes hollywoodianos. Além disso, o extraterrestre tem que ser bípede. Cabeça avantajada, pois se imagina que, para que ele tenha chegado neste planeta competitivo, teria que ter no mínimo inteligência. E para ser “inteligente”, teria que ter um cérebro, ainda sim na região superior do resto do corpo.

Estou propondo aqui neste texto uma nova humanidade, não humanóide, já que nosso fim é certo e um novo ciclo terreno estará por vir. Afinal, quase ninguém se importa mesmo com o planeta, não é verdade? A competição sempre foi presente entre os animais. Com o fictício progresso humano e sua evolução, essa competição tem o mesmo caráter primordial, porém é manifestado atualmente através de outros fins. Mas no fim das contas acaba na mesma coisa. Busca pela sobrevivência, pelo poder. É a animalidade, é a opção por viver na selva. Ninguém está nem aí pra ninguém, cada um por si e Deus contra todos. E nem adianta rezar!

E o pior, alguns Hominoidea até já reconhecem que o planeta está com seus dias contados. Mas não adianta nada, somos quase 7 bilhões de bichos pretenciosos tentando sobreviver. Não adianta cada um fazer sua parte. Somos muitos. Não é isso que a maioria pensa?

Pois bem. Se nossos dias estão contados, proponho, de antemão, uma nova humanidade!


Creative Commons License photo credit: gutter

Publicado originalmente em Nada Pensitivo!

Grande abraço a todos.

Comentários (11)

Categoria: Permaneça Branca, Kilimanjaro



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