Da Preocupação do Próximo
Nonada, foi escrito por Santaum no dia 23 de Burocracia de 3174 YOLD às 6:13:74

photo credit: Rev. Beraldo
Talvez seja unânime a aceitação de que todos os indivíduos sejam diferentes. A própria definição de indivíduo já o torna único por si só, apesar da definição dessa palavra na biologia se referir a um organismo, o que de certa forma implica praticamente na mesma abordagem unitária.
Como somos preocupados com o próximo, hã? Às vezes nos doamos tanto para o próximo que até esquecemos de nós mesmos. Abrimos mão de nossa individualidade para auxiliar a individualidade dos outros. Não estou propondo aqui o individualismo muito menos o “ajudar ao próximo”, mas sim a maneira como um se preocupa com o outro em excesso no sentido da comunicação e da fala. O modo como um enxerga o mundo e como o outro enxerga da maneira dele.
Naturalmente, poderá haver conflito de idéias entre esses dois indivíduos uma vez que cada indivíduo tem a sua maneira de pensar, apesar de que ambos podem apresentar semelhanças de idéias ou até mesmo de comportamento.
Quando nos deparamos com uma pequena diferença de ponto de vista e uma pessoa gosta muito da outra, uma tenta convencer a outra de que aquilo que prega é o correto e que aquilo deve ser posto em prática. São os conselhos, em muitos casos, hã? Talvez pode ser a alegação de que o certo para um pode ser o errado para o outro ou vice-versa? Eu posso afimar isso como um certo para mim apesar de admitir que esse certo para mim pode ser o errado para o outro. Intuitivamente, aquele que acha certo aquilo que defende é em muitos casos o certo pra ele definitivo e pronto.
O que eu quero dizer com isso? Não é comum em reuniões familiares ou festas de formatura de faculdade conselhos de amigos ou parentes para o que realmente deve ser o certo a ser seguido no ponto de vista deles? Não é comum ouvir nos discursos algo como “Se eu fosse você”? Tá certo (ou errado) que também o indivíduo não pode ser egocêntrico e que tudo aquilo que ele pensa e admite seja um certo imutável. Pode ser para ele, e de fato isso é certo para ele. E também que alguns conselhos são para o bem daquele indivíduo no ponto de vista do outro indivíduo. Mas temos que tomar cuidado com os excessos. Afinal, como é comum um indivíduo aconselhar o outro sendo que não consegue aconselhar a si mesmo, hã?
É justamente esse o ponto. A conclusão disso é que existem alguns indivíduos que aconselham outros indivíduos sem saber detalhadamente o que se passa na cabeça desses últimos. Uns não estão inteirados com a situação dos outros. Falta comunicação. O indivíduo é realmente único biologicamente e até mesmo fisicamente, mas ele depende do outro para sobreviver e para ser um ser humano. O indivíduo depende do coletivo, e inclusive essa capacidade de linguagem auxiliou o desenvolvimento da nossa própria espécie. Para aprimorar a comunicação entre os dois pontos de vista diferentes, é necessário primeiramente que um ponto de vista respeite o outro e consequentemente um complemente o outro seguindo essa mesma ótica.
Talvez com isso aquele tio que acha que é bem sucedido no ponto de vista dele seja menos influente no crescimento dos sobrinhos, ou o colega de faculdade que acha que tá bem no ponto de vista dele respeite mais a carreira do outro e admire a opção que este escolheu. Seria, portanto, uma comunicação sem palpites desnecessários, conselhos inúteis para o outro e consequentemente uma relação mais respeitosa e de aprendizado.
Grande abraço a todos.

photo credit: Rev. Beraldo
Talvez seja unânime a aceitação de que todos os indivíduos sejam diferentes. A própria definição de indivíduo já o torna único por si só, apesar da definição dessa palavra na biologia se referir a um organismo, o que de certa forma implica praticamente na mesma abordagem unitária.
Como somos preocupados com o próximo, hã? Às vezes nos doamos tanto para o próximo que até esquecemos de nós mesmos. Abrimos mão de nossa individualidade para auxiliar a individualidade dos outros. Não estou propondo aqui o individualismo muito menos o “ajudar ao próximo”, mas sim a maneira como um se preocupa com o outro em excesso no sentido da comunicação e da fala. O modo como um enxerga o mundo e como o outro enxerga da maneira dele.
Naturalmente, poderá haver conflito de idéias entre esses dois indivíduos uma vez que cada indivíduo tem a sua maneira de pensar, apesar de que ambos podem apresentar semelhanças de idéias ou até mesmo de comportamento.
Quando nos deparamos com uma pequena diferença de ponto de vista e uma pessoa gosta muito da outra, uma tenta convencer a outra de que aquilo que prega é o correto e que aquilo deve ser posto em prática. São os conselhos, em muitos casos, hã? Talvez pode ser a alegação de que o certo para um pode ser o errado para o outro ou vice-versa? Eu posso afimar isso como um certo para mim apesar de admitir que esse certo para mim pode ser o errado para o outro. Intuitivamente, aquele que acha certo aquilo que defende é em muitos casos o certo pra ele definitivo e pronto.
O que eu quero dizer com isso? Não é comum em reuniões familiares ou festas de formatura de faculdade conselhos de amigos ou parentes para o que realmente deve ser o certo a ser seguido no ponto de vista deles? Não é comum ouvir nos discursos algo como “Se eu fosse você”? Tá certo (ou errado) que também o indivíduo não pode ser egocêntrico e que tudo aquilo que ele pensa e admite seja um certo imutável. Pode ser para ele, e de fato isso é certo para ele. E também que alguns conselhos são para o bem daquele indivíduo no ponto de vista do outro indivíduo. Mas temos que tomar cuidado com os excessos. Afinal, como é comum um indivíduo aconselhar o outro sendo que não consegue aconselhar a si mesmo, hã?
É justamente esse o ponto. A conclusão disso é que existem alguns indivíduos que aconselham outros indivíduos sem saber detalhadamente o que se passa na cabeça desses últimos. Uns não estão inteirados com a situação dos outros. Falta comunicação. O indivíduo é realmente único biologicamente e até mesmo fisicamente, mas ele depende do outro para sobreviver e para ser um ser humano. O indivíduo depende do coletivo, e inclusive essa capacidade de linguagem auxiliou o desenvolvimento da nossa própria espécie. Para aprimorar a comunicação entre os dois pontos de vista diferentes, é necessário primeiramente que um ponto de vista respeite o outro e consequentemente um complemente o outro seguindo essa mesma ótica.
Talvez com isso aquele tio que acha que é bem sucedido no ponto de vista dele seja menos influente no crescimento dos sobrinhos, ou o colega de faculdade que acha que tá bem no ponto de vista dele respeite mais a carreira do outro e admire a opção que este escolheu. Seria, portanto, uma comunicação sem palpites desnecessários, conselhos inúteis para o outro e consequentemente uma relação mais respeitosa e de aprendizado.
Grande abraço a todos.
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