» Beyond Badgá
 Imagem aleatória... Atualize para ver mais!

O Cachorro Que Come Gelo

Nonada, foi escrito por Santaum no dia 24 de Caos de 3174 YOLD às 0:00:88

Empreitadas Bucaneiras
Creative Commons License photo credit: Rev. Beraldo

A gente sabe que vida de cachorro é boa demais. A gente sabe também que a vida de um cachorro é a vida que muita gente gostaria de ter.

Gostaria de falar um pouco sobre meu cachorro. O nome dele é Alf.

Não, não! Ele não se parece com aquele alienígena sem vergonha. Mas o nome dele é Alf e com certeza foi inspirado naquele programa. Agora não me recordo se eu era ou não fã daquele programa que raramente mostrava as pernas do alienígena.

É o segundo Alf da casa. Não foi o original. O primeiro Alf lá de casa já morreu. Era meio fanfarrão, pois gostava muito de fugir de casa. Quando abria o portão, ele sempre dava um jeito e fugia. Teve um dia que fugiu e não voltou mais. Bom, isso tem mais de 12 anos. Como ele tinha mais de 5 anos, presume-se que ele já tenha morrido. Uma análise parecida pode ser feita comigo no ano 2100.

Alf, o atual, tem características peculiares. Principalmente no gosto culinário. Ele é devoto de um bom alface. Gosta demais da conta! Gosta tanto que chega ficar levantado quando um alface é apontado para a sua boca.

Agora, o mais impressionante de tudo! Vejam o vídeo. Ele brinca de bolinha, larga a bolinha e…

httpv://www.youtube.com/watch?v=TSKvFoY6QTU

Isso. Ele come gelo. Largou a brincadeira da bolinha para brincar de gelo. Simplesmente sensacional. Parece que gelo é prioridade na vida dele.

Em um outro post conto a história de Alf e o tanque e, finalmente, uma segunda parte do vídeo de Alf e o gelo.

Grande abraço a todos.

Comentários (9)

Categoria: Beyond Badgá, Empreitadas Bucaneiras, O Burro e o Figo

Cada Coisa (versão non-sense)!, parte V

Nonada, foi escrito por Santaum no dia 18 de Caos de 3174 YOLD às 6:13:00

Beyond Bagdá
Creative Commons License photo credit: Rev. Beraldo

  • Desde que não seja, que seja! Desde que seja que não seja. Desde que seja, sejando.
  • 2+2=lim(x->4+) x ou lim(x->4-) x
  • Pois mais que o intelecto se concentre em algo que não tenha nada a ver com nada, tenha em mente de que nada tem a ver com tudo, desde que o tudo seja nada.
  • Imaginar uma situação contrária do contrário é mesmo um grande desafio para muitas pessoas. Intuitivamente, o contrário do contrário seria simplesmente o contrário, mas em várias situações definitivamente isso não acontece, pois o contrário do contrário seria um novo contrário diferente daquele contrário original.
  • Nada melhor e pior do que ser o melhor dos piores ou o pior dos melhores. Ou então o melhor ser o pior dos melhores ou o melhor dos piores. Contanto que o melhor não seja nem melhor nem pior que o pior e o pior reciprocamente.
  • Uma mentira pode ser pra um uma verdade para outro. Dessa maneira, pode-se elaborar uma mentira verdadeira sem nenhum princípio de contradição. Desde que essa contradição não afete o outro.

Tudo bem. A idéia era essa mesmo. Non-sensismo total.

Grande abraço a todos.

Comentários (2)

Categoria: Beyond Badgá

O sentido de um texto sempre está no seu final? Talvez. Pode até soar estranho, mas a idéia aqui, espontaneamente, é fugir disso

Nonada, foi escrito por Santaum no dia 55 de Pós-matemática de 3173 YOLD às 5:42:85

Beyond Bagdá
Creative Commons License photo credit: Rev. Beraldo

Talvez o grande desafio do blogueiro seja permanecer sempre criativo e ao mesmo tempo inovador no que diz respeito a sua escrita espontânea. Isso realmente é uma tarefa bastante difícil, pois em algum momento ele pode passar por momentos raramente introspectivos como também momentos completamente alegres. Muitos reclamam que a felicidade extrema dificulta bastante o momento criativo daquele que escreve, sabendo que também pode haver uma situação evidentemente oposta. Não é difícil perceber uma manifestação espontânea de um escritor baseado em um nada ou até mesmo em um tudo sem meias palavras. Também não é difícil perceber essa mesma manifestação espontânea através da crítica que ele faz consigo mesmo em prol de algo mais original. De qualquer maneira, é um grande desafio, principalmente pelas intempéries e outras mudanças emocionais que por ventura possam ocorrer na nossa breve vida. Esquecendo essas reflexões, pode-se pensar em diversos assuntos, não esquecendo que a espontaneidade pode estar presente justamente pela condição humana daquele que escreve. Por isso que talvez a criatividade e a inovação podem se manifestar por essa mescla de espontaneidade em um momento temporal transverso qualquer. E isso é fantástico, justamente pelo fato dessas idéias surgirem a partir de um momento transverso e instantâneo no qual nunca imaginaria pensar. Parece que a sensação instantânea vale mais do que 10111 palavras ou até mesmo textos que têm 23 frases com suas 23 palavras. Parece que a sensação instantânea de se criar uma idéia e de inovar vale muito mais do que um título de 23 palavras. Os “instantes instantâneos” são fantásticos e diferenciados mesmo imaginando que esses instantes na nossa vida real comportam perfeitamente diversas situações comuns no dia-a-dia. Existem vários exemplos comuns que muitas vezes a gente não percebe, considerado uma situação rápida que até mesmo possa mudar completamente nossa vida. Como é o gol no futebol, este instante tão rápido em que as pessoas podem ficar tristes durante um bom tempo ou felizes. Percebe-se que essa situação, num ponto de vista temporal, é ínfima considerando o instante do gol quando comparado ao instante total da partida. Uma situação parecida, como a do orgasmo no relacionamento sexual, pode ser evidenciada, considerando que o melhor momento da relação também seja curto. E isso, de fato, é a pura verdade, pois o tempo do orgasmo é ínfimo se comparado ao tempo total da prática sexual. De uma maneira ou outra a gente irá perceber que são justamente esses “instantes instantâneos” os momentos mais prazerosos na nossa breve vida. Basta viver para crer nessas coisas e perceber como é interessante dar, profundamente, valor as coisas minuciosamente pequenas que estão à nossa volta. Digo isso no sentido de prestar atenção e valorizar o que realmente é temporalmente pequeno, “instantaneamente instantâneo”, brevemente fantástico como também rapidamente prazeroso. Perceberás que existem na sua vida vários “instantes instantâneos” fantásticos, e os exemplos que citei foram somente clássicos para consolidar as suas idéias. De qualquer maneira, a partir desses pequenos momentos surgem as grandes idéias, a criatividade e a inovação, como se do nada algo acontecesse. E em um “instante instantâneo”, no meio deste texto, o caro leitor percebeu instantaneamente qual foi o propósito dessa breve e espontânea brincadeira.

Grande abraço a todos.

Apenas um comentário. Deixe o seu aqui!

Categoria: Beyond Badgá, Presque Pensitivo

Tal É a Escrita do É Não É Que É

Nonada, foi escrito por Santaum no dia 38 de Pós-matemática de 3173 YOLD às 9:73:02

Apenas um comentário. Deixe o seu aqui!

Categoria: Beyond Badgá, Discordianismo

Autobiografia Nonadista

Nonada, foi escrito por Santaum no dia 30 de Pós-matemática de 3173 YOLD às 1:25:22

Beyond Bagdá
Creative Commons License photo credit: Rev. Beraldo

Nesses dias estava pensando em andar de costas, escrever com a mão direita, apertar a barra de espaço do teclado com a mão esquerda. Andar de lado seria uma alternativa interessante também. Usar o mouse com a mão direita, tocar violão com a mão esquerda e inverter as suas cordas. Usar o garfo com a mão direita e a faca com a mão esquerda. Por a mão direita no nariz. Se eu usar uma colher, com a mão direita. Escrever numa carteira de canhoto. Jogar xadrez com o rei na posição da rainha, na abertura, e vice-versa. Ou seja, se eu jogar com as brancas, gostaria que o rei ficasse do lado esquerdo da rainha. Que a linha diagonal escura do tabuleiro mudasse para a direção inferior direita para a superior esquerda. Que o cavalo ficasse inicialmente na casa da torre e a torre na casa do cavalo. O cavalo é muito poderoso. Mas daí eliminaria o roque? Chutar a bola com o pé direito. Usar a borracha com a mão direita. E quanto tempo que não escrevo? Só digitando… Dormir debaixo da cama. Não ter pesadelos. Mexer o nariz para o lado. Não ter insônias frequentes. Mastigar uma comida do lado direito. Comer devagar. Divagar. Assistir TV. Assistir um filme no cinema. Comer Danoninho. Mexer a orelha. Andar de mãos dadas com a namorada segurando a mão dela com a direita. Piscar o olho direito. Conseguir estalar os dedos (musicalmente) da mão direita. Gritar no meio da rua. Fazer montinho na festa de 5 anos de formatura. Usar a régua com a mão esquerda. Ter como pé de apoio o esquerdo. Vestir a calça jeans primeiro na perna direita. Colocar a meia e os sapatos primeiramente no pé direito. Andar na chuva. Ser ninja que nem o bátima, ou então ser igual as tartarugas (Go ninja go ninja go!). Mas nunca se tornar o rato destemido ou o chiclete vilão. Mexer uma sobrancelha de cada vez. Deixar de acreditar no Papai Noel e no Bicho Papão. Piscar um olho de cada vez ao invés dos dois ao mesmo tempo. Mexer um dedo do pé sem mexer os outros. Pensar menos…

httpv://www.youtube.com/v/PDU7HsdCotE

Porém, permanecer nos 2%.

Grande abraço a todos.

P.S: Na população geral, 10% das pessoas são canhotas; se o pai é destro e a mãe canhota, ou vice-versa, a chance aumenta pra 17%. Se dois pais são destros, a probabilidade de um filho ser canhoto é de 2%. Se ambos os pais são canhotos, a probabilidade é de 100%? Não, 46%!

Comentários (6)

Categoria: Beyond Badgá, O Burro e o Figo

Psicodelias Mentais

Nonada, foi escrito por Santaum no dia 26 de Pós-matemática de 3173 YOLD às 4:05:36

Beyond Bagdá
Creative Commons License photo credit: Rev. Beraldo

Cenário 1.

Casarão. Definitivamente um casarão. Pode-se dizer que seja uma mansão bem antiga do século XIX. Feita de alvenaria, dois andares, muitas janelas.

Cenário sempre sombrio. Sempre durante a noite. Às vezes chovia, às vezes não. Na maioria das vezes chovia.

Na frente da mansão tinha um bosque. Gigante. Imagino eu que este bosque tinha uns 500 metros de comprimento. Ia até um rio. Um rio estranho. Agora não me lembro bem se é um rio ou um pântano. Só sei que era assustador. A cor das folhas das árvores eram meio violetas misturadas com um verde escuro. Este verde tinha uma tonalidade negra. Acho que era por causa do cenário escuro, noturno que sempre se encontra esta maldita cena.

Sabe aquele poder inercial, que intuitivamente te estimula a buscar este extremo? De sempre ficar com aquela vontade subconsciente de buscar aquilo, porém conscientemente negando-o? Aquela energia inicial de potência acumulada? Pois é. Sempre acontece isso quando este cenário aparece. Pode-se fazer uma analogia com essa sensação quando você está no topo de uma edificação, na sua beirada. É a mesma sensação. Aquele frio na barriga, etc. Seria, portanto, essa energia potencial acumulada que descrevi, aquela vontade física de se buscar, mesmo não querendo, aquele pântano.

Cenário 2.

Uma avenida. Bonita por sinal. Três faixas de cada lado. Moro perto desta avenida. Digo, moro perto desta avenida neste cenário. Esta avenida corta um pequeno vale. Do lado esquerdo dela uma praça. Do lado direito uma avenida gigante, porém com um ribeirão no meio e várias trincheiras. A minha casa, embora nunca saiba exatamente onde fica, se localiza no entorno desta avenida bonita e da avenida das trincheiras. Recentemente, esse cenário ficou comum nas minhas psicodelias mentais.

Cenário 3.

A terra natal do meu pai. Digo, a terra natal do meu pai no cenário que sempre aparece na minha cabeça. O rio que corta a cidade, em algumas situações, está tão vazio a ponto de andar a pé e se localiza do lado direito, desde que a sua referência frontal seja o norte. Dependendo da psicodelia, esse rio, que é gigante em largura, se torna um monstro. Perigoso, profundo, águas assassinas, correntes assustadoras. Existem situações em que o rio fica do lado esquerdo, considerando a mesma referência. Essa é a maior viagem do mundo. E o pior, o mesmo rio, ao contrário do outro, fica num abismo, a mais ou menos, na minha linha de pensamento, uns 100 metros. Nesta psicodelia, o pessoal fez uma ponte elevada para atravessar este rio maluco. Ponte estreita, uma faixa em cada sentido. Paradoxalmente, eu nem sonhava em começar a olhar o rio lá de cima. A gente passava nesta ponte quando decidíamos passar por outro trajeto até chegar na minha casa. Sempre o mesmo caminho, a mesma coisa, o mesmo delírio. Na realidade, a trajetória é completamente diferente. O rio então…

Cenário 4.

Sempre a mesma coisa. Um bairro simples. Casas simples, modestos casebres. Tinha um morro. Lá do alto tinha uma vista. Estranha até por sinal. Lugar arborizado. Árvores densas, fortes, altas, presentes. Para voltar pra casa a gente sempre via este logradouro. Este mirante estranho. Eu nunca subi lá. Sempre tentei mas nunca consegui chegar até o topo. A estrada que eu percorria para chegar até minha casa sempre era a mesma. Sempre passei nos mesmos locais na minha psicodelia até chegar na minha casa. Ora de ônibus, ora de carro. Ora a pé. Sempre chegava no mesmo tempo. 620 km. Não era tão longa a viagem, mas era absolutamente desgastante. Não consigo descrever exatamente quanto tempo, mas posso afirmar que não era tão longa, mesmo indo a pé.

————————————————————————————————————–

Uma coisa é certa. Tenho que seguir a dica do meu colega de república. Ele falou pra eu comer pouco antes de dormir, para que eu evite ter pesadelos.

Grande abraço a todos.

Comentários (2)

Categoria: Beyond Badgá



www.flickr.com