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Contribuição dos Plásticos no Petróleo

Nonada, foi escrito por Santaum no dia 36 de Confusão de 3174 YOLD às 6:67:34

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Não sei se você tem a mesma impressão, mas vários amigos já me chegaram dizendo que a contribuição dos plásticos no consumo de petróleo é elevada.

Eis então as estatísticas: plásticos contribuem apenas com 4% do consumo de petróleo segundo o livro Ciência dos Polímeros de S. V. Canevarolo Jr.

Oras, então como são as contribuições para o consumo de petróleo, hã? Como são, por exemplo, para transportes com o uso de combustíveis?


Creative Commons License photo credit: Fábio Pinheiro

 

Contribuições como transporte representam 29% e geração de energia representam 22%.

Agora, o mais impressionante. Imagino que já tenha contabilizado a diferença do total de contribuições na sua HP 48G+ ou no Excel ou versão similar livre (pois mais de 15% dos leitores desse espaço - que representa na internet algo análogo volumetricamente a um carrapato com relação a soma de todos os cachorros deste planeta - usam linux) ou até mesmo para o caríssimo que tem uma capacidade enorme de fazer cálculos complexos como este. Como percebeu essa diferença, naturalmente surge a pergunta que não quer calar: E o restante das contribuições, hã?

Pasmem: 39% do consumo de petróleo é para CLIMATIZAÇÃO.

 

Grande abraço a todos.

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Categoria: Chemical Engineering

Destilação Molecular

Nonada, foi escrito por Santaum no dia 51 de Caos de 3174 YOLD às 5:67:77

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A Destilação Molecular, por definição, não é um processo de destilação convencional. Muito menos se trata de uma destilação. Na verdade, o Destilador Molecular é um caso especial de evaporação que opera em alto vácuo.

O simples fato deste equipamento operar a baixas pressões o diferencia de uma operação convencional de evaporação. Na Destilação Molecular, o equipamento consegue atingir 0,000001 bar de pressão residual através de duas bombas: uma auxiliar (mecânica) e uma difusora (ligada somente quando a bomba auxiliar consegue atingir uma pressão bem abaixo da atmosférica).

Mas qual o propósito disso? Por que uma pressão tão baixa?

O vácuo é justamente a força-motriz desse tipo de operação de transferência de massa difusional. Sem esse vácuo, seria impossível trabalhar com este equipamento através deste fenômeno, uma vez que com pressões mais elevadas essa operação simplesmente seria de equilíbrio. Com a presença de alto vácuo, a lei cinética dos gases mostra que uma molécula evaporável migra para a zona de condensação praticamente sem obstruções. Ou melhor, a transferência de massa entre a zona de evaporação e a zona de condensação caminha somente em uma direção por causa da ausência de colisões durante o seu percurso com outras moléculas devido ao vácuo.

Dessa maneira, a Destilação Molecular é uma operação de não-equilíbrio, pois a molécula evaporada é governada somente pelos fenômenos simultâneos de transferência de massa e calor e a probabilidade da molécula condensada retornar ao evaporador é praticamente ZERO devido ao vácuo, que é a força-motriz.

Grande abraço a todos.

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Categoria: Chemical Engineering

Nova Engenharia Química

Nonada, foi escrito por Santaum no dia 27 de Burocracia de 3173 YOLD às 7:40:97

 

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A AIChE, recentemente, nomeou as 10 maiores invenções da engenharia química.

Veja:

  1. Isótopos radioativos;
  2. Plásticos;
  3. Artefatos Biomédicos;
  4. Medicamentos;
  5. Fibras Sintéticas;
  6. Gases Puros;
  7. Conversores Catalíticos;
  8. Fertilizantes;
  9. Produtos Petroquímicos;
  10. Borracha Sintética.


Creative Commons License photo credit: mathias.pastwa

A aplicabilidade dessas invenções são impressionantes, apesar do grande impacto ambiental da maioria delas.

Cabe ao novo engenheiro químico desenvolver novos produtos, controlar e manipular processos físico-químicos preocupando, acima de tudo, com a preservação do meio ambiente. O objetivo é o processamento “limpo”, minimizando impactos nocivos à natureza. Para os processos “sujos”, deve-se trabalhar bastante para que os resíduos (líquidos, gasosos ou o que for) sejam minimizados ou até mesmo aplicados como novos produtos em outra indústria. Evidentemente, nessa outra indústria, a matéria-prima, que foi um subproduto da primeira, tem que ser processada da mesma maneira, “limpa”, minimizando resíduos indesejáveis para o nosso meio ambiente.

Que o lucro não seja a única prioridade de cada inovação, e que a idéia de preservação ambiental seja priorizada na mesma magnitude. A cada descoberta, que sejamos capazes de ter plena consciência de que o meio ambiente está acima de tudo, e que somente benefícios financeiros trarão consequências negativas à nossa sociedade.


Creative Commons License photo credit: Felix Francis

 

Grande abraço a todos.

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Categoria: Chemical Engineering, Permaneça Branca, Kilimanjaro

História da Engenharia Química, até 1932

Nonada, foi escrito por Santaum no dia 27 de Burocracia de 3173 YOLD às 6:90:97

Gostaria de comentar, em highlights, sobre a história da Engenharia Química. Afinal, acho que apenas alguns dos meus colegas conhecem bem a história dessa magnífica profissão. Já pra quem não é da área, é uma oportunidade interessante de conhecer um pouco mais sobre a história dessa profissão.


Creative Commons License photo credit: bogenfreund

 

1859. John Glover foi considerado o primeiro engenheiro químico. Este projetou a primeira torre de transfência de massa, a chamada “Glover Tower”.

1880. George Davis fundou a Society for Chemical Engineers, que posteriormente foi fechada. Ele era britânico. George Davis apresentou uma série de 12 lectures on Chemical Engineering no Manchester Technical School. Essas informações ajudaram os Estados Unidos a dar um pontapé inicial em idéias sobre a indústria química, como também escolas de engenharia química em algumas universidades.

1888. O primeiro curso de engenharia química se deu no MIT (Massachusetts Institute of Technology). Com uma duração de 4 anos, desenvolvido por Lewis Norton, a engenharia química surgiu como uma fusão da engenharia mecânica e química industrial, com o propósito de preencher algumas necessidades da indústria química naquela época. A University of Pennsylvania também desenvolveu seu curso de engenharia química, sendo a segunda escola dos Estados Unidos.

1901-1904. George Davis escreveu um Handbook of Chemical Engineering, este sendo considerado o livro base da Engenharia Química moderna. Este tinha mais de 1.000 páginas sobre operações unitárias…

1915. Arthur D. Little percebeu com muita genialidade que filtração, trocadores de calor, colunas de destilação e outros equipamentos eram utilizados em diversos processos da mesma maneira, afirmando que qualquer processo físico-químico, seja lá qual for a escala de produção, poderia ser reduzido a um conjunto de operações em série. Com essa idéia, surgiu o conceito de Operações Unitárias, importantíssimo no curso de engenharia química. Ele ainda enfatizou que a idéia de operações unitárias distingue a engenharia química das outras engenharias, o que não deixa de ser uma verdade. Dessa maneira, os engenheiros químicos foram os primeiros a gerar produtos em macroescala através de processos físico-químicos.

1932. Fundou-se o American Institute of Chemical Engineers (AIChE).

Fontes:
http://www.hottopos.com/regeq10/luismar.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/History_of_chemical_engineering
http://www.ecs.umass.edu/che/che110/che_general_history.html (tradução para o português)

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