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A Máquina e o Contrário da Máquina

Nonada, foi escrito por Santaum no dia 5 de Burocracia de 3174 YOLD às 6:68:21

Beyond Bagdá
Creative Commons License photo credit: rsrocha2004

Comentários (10)

Categoria: Cotidiano, Liguê Djá, Presque Pensitivo

Entre a Vitalidade e a Fatalidade

Nonada, foi escrito por Santaum no dia 48 de Pós-matemática de 3173 YOLD às 9:07:16

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H., 48 anos.

Nasceu no interior de Minas. Já morou no Rio de Janeiro-RJ, Recife-PE, Belo Horizonte-MG, Rio Branco-AC, Natal-RN, São João Del Rei-MG, Ipameri-GO, Pires do Rio-GO, Araguari-MG, dentre outros lugares. Serviu o exército. É aposentado. Trabalha numa multinacional brasileira. É solteiro. Conhece praticamente o Brasil todo. Quase toda cidade ele já visitou. E elogiou todos os lugares. Participou do grupo do exército que foi para o Haiti. Ficou lá um bom tempo, levou dois tiros no braço e voltou para o Brasil. Conhece minha terra natal. Achou lá espetacular. Se lembra da carne de sol, do arroz com pequi e da boa cachaça. Reside atualmente no interior de SP e seu filho é músico.

A., 35 anos

Senegalês. Veio ao Brasil para fazer faculdade. Se formou, trabalhou aqui por um tempo e se mudou para os Estados Unidos. Ficou lá pouco tempo e foi para o Canadá. Está lá desde então. Fez muitos amigos no Brasil. Esteve na Argentina recentemente a trabalho e aproveitou a proximidade para visitar os amigos brasileiros. Foi para o interior de SP primeiramente, em um domingo. Pretendia visitar um amigo na quinta-feira no Rio de Janeiro e no fim de semana no Espírito Santo. Acabou mudando seus planos. Foi para o Rio de Janeiro às pressas, pois o seu amigo carioca foi assaltado, levou um tiro e morreu ao chegar no hospital.

Grande abraço a todos.

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Categoria: Cotidiano, Empreitadas Bucaneiras

A Sutil Diferença Entre o Homem e a Mulher

Nonada, foi escrito por Santaum no dia 19 de Pós-matemática de 3173 YOLD às 8:31:33

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Tava no ônibus, observando…

As mulheres geralmente sempre gostam de sentar à frente… Nas salas de aula também…

É difícil uma menina sentar ao fundão, tanto no ônibus quanto na classe. Mas não quero dizer que a mulher que senta ao fundo seja homem. Provavelmente não teria vaga na frente e ela foi obrigada a sentar a este reduto tipicamente masculinizado.

Antigamente, quando eu tinha acabado de entrar na faculdade, gostava de sentar à frente do ônibus justamente pra que sentasse uma menina gata do meu lado. Isso porque, na verdade, todo homem que eu conheço me conta que já “pegou” uma menina no ônibus. Outros até exageram que aconteceu isso e aquilo. E eu? Nunca. E meu sonho, quando entrava no ônibus, era que sentasse uma morena, meio japa, pele jambo, alta, magra, descendente de índio, rosto meio tailandês, do meu lado. Muitas vezes, quando não tinha poltrona na frente, eu fazia questão de comprar a poltrona 23. Ímpar é janela. Quase todos gostam de sentar à janela e não ao corredor. E do lado 23 todos já sabem. Como em ônibus, exceto em Minas Gerais, a maioria dos passageiros são homens, geralmente a poltrona do lado 23 ficava vazia. Ou então seria uma mulher. Ou um azarado, no mundo dos homens, sentou à tal poltrona. Resumindo, preferia essa mulher dos sonhos do meu lado ou a poltrona vazia.


Creative Commons License photo credit: O?ivia

Desde pequeno o homem é diferente da mulher. Nos primeiros anos de vida situações diferentes ocorrem, naturalmente, em cada sexo. Vamos ao caso da excreção. A pós-baby, novinha, com quase dois anos de vida, é preocupada com sua evacuação. Preocupa com a sua limpeza, não se sente bem quando lá fica ainda sujo, reclama com a mamãe, etc. O filho, quando acontece esse tipo de coisa, não tá nem aí. É mais largado. Não se preocupa com a bosta na sua cara, põe a mão nela e, o pior de tudo, joga na irmã. Além disso, as brincadeiras do moleque são mais, digamos, “sem noção”. A menina é mais delicada, mais cuidadosa. O irmão dá um soco na menina e sai dando gargalhadas. Já a menina tem outras características. Não bate no irmão. É mais cuidadosa com seus brinquedos, com suas coisas. Com o tempo, vai se apegando a cor rosa, as bonequinhas, aos brinquedos mais sutis. Aos brinquedos mais delicados. O menino já deseja brinquedos mais explosivos, mais brutos, mais insensíveis. Efetivamente com dadas exceções.

Os dois crescem e, na mesma idade, já são completamente diferentes no pensamento. E não uma sutil diferença, neste caso. A irmã, inclusive, sempre chama o menino de crianção. Isto porque a menina amadurece mais cedo, não tem e tampouco pratica aquelas brincadeiras bobas e imbecis dos garotos, na visão dela. Na adolescência, as moças querem beijar os moços mais velhos porque, também, os mocinhos da mesma idade são umas “crianças” que recentemente engrossaram as suas vozes. Alguns ainda ficam naquele engrossa-não-engrossa da voz, fase um tanto quanto difícil para muitos homens.

O homem tem uma coisa que sai pra fora do corpo, a mulher uma coisa que “sai” para dentro. A mulher usa saia, roupas mais delicadas. O homem é mais largado. Mais bruto. Aliás, sempre foi mais largado, desde a época de suas primeiras evacuações. A mulher geralmente come menos, tem o braço menor, não tem gogó. Além do pescoço menor, é mais sensível, cuidadosa, vaidosa, intuitiva. Não tem uma voz grossa. Reproduz, tem o sonho de se procriar e estender invariavelmente a nossa espécie.

Na hora do almoço no domingo, as famílias se juntam. As mulheres ficam na cozinha e os homens esperando começar o futebol às 16 horas. Bebem uma cerveja antes, conversam sobre mulher, futebol e outros assuntos marcadamente masculinos. As mulheres conversam sobre temas diversos na cozinha, apesar de, atualmente, ocorrer tal fenômeno de maneira contrária. Melhor dizendo, os homens assumindo o almoço. Mas raramente a mulher fica falando de futebol e bebendo cerveja na sala. É um caso geral, mas com devidas exceções.

E falando em cerveja, devemos lembrar que o que entra, se não for consumido ou gerado, sai. O banheiro público dos homens é de um jeito. Das mulheres de outro. A privadinha é uma boa dica para que as meninas não entrem no banheiro errado. E meus caros amigos, se por acaso não verem a privadinha e se depararem com um enorme espelho no banheiro…

Falando em espelho, como a maioria das meninas adoram um espelho! Ou melhor, um espelhinho. Se saírem sem um espelhinho na bolsinha, ficarão magoadas no meio da rua. Fazem, ainda, suas preces para que a maquiagem não borre. E como gostam de maquiagem, como são vaidosas! Quando uma menina olha pra outra, começa a olhá-la desde os seus saltos até o tipo de corte de cabelo. Se usou chapinha no cabelo, se tem franja… Reparam também os brincos, se o pearcing no umbigo é grande, discreto, se é da playboy ou não. Se a roupa é parecida com a dela. Se for igual, a maioria das moças terão um ataque. “Mas como pode ela usar a mesma roupa que eu!”. O homem, como é largado desde criança, tem uma calça e três camisetas, exceto alguns mais vaidosos. Geralmente, o homem usa sempre a mesma calça para a balada, como também o mesmo tênis. Não é como a maioria das meninas, com n saltos de n cores diferentes, para combinar com as n blusinhas.

Falando em salto, e a mala? Muitas mulheres usam duas malas para viajar, uma somente para seus saltos e outra com suas roupas. Isso considerando que as roupas femininas são menores que as dos homens, com raríssimas exceções. Os meninos são mais largados. Arrumam as malas (geralmente uma mala só) em um instante, enquanto a maioria das mulheres gastam mais de um dia para arrumá-las. As mulheres são, geralmente, mais detalhistas, cuidadosas. Planejam com antecedência as coisas. Nessas sutis diferenças, o homem (nem todos) ainda acaba arrumando o porta-malas do carro, além de transportar a mala das meninas…

Grande abraço a todos.

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Categoria: Cotidiano, O Burro e o Figo

Meninos do Nosso Brasil

Nonada, foi escrito por Santaum no dia 48 de Burocracia de 3173 YOLD às 6:48:61

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Guilherme tava sentado na rodoviária, e de repente, do nada, chega um rapaz. Com uma estatura de 1,60m, moreno, cabelo curto, bigode, 22 horas, ele se depara com Guilherme. A distância que um tava do outro era de mais ou menos 1 metro. O rapaz estava em pé.

- Fala aí manu. Nóis te passa aqui essa jaqueta e tu me dá 2 real pra eu comê ali em cima. Depois tu me devolve a jaqueta.

Guilherme responde:

- Eu não tenho 2 reais não.
- Comé que tu não tem manu, tu tá com esse fone de ouvido aí na orêia e não tem 2 pila?
- Sinto muito, mas trocado eu não tenho.

O rapaz saiu, deu uns 6 passos e voltou.

- Manu, queria te perguntar uma coisa. Tu prefere alguém pedir procê alguma coisa ou roubá?
- Prefiro que peça.
- Tá certo. Falou manu.

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Num outro dia, Ronaldo tava na casa da namorada, passeando, como fizera todos os dias. Ele não tinha carro. Andava a pé. O percurso que ele fazia todos os dias pra chegar na casa da namorada era de 25 minutos. Ele tinha que passar dentro da faculdade, que era mais seguro. E era um atalho. Nesse dia ele saiu da casa da namorada meia-noite. Os portões da faculdade fecham justamente nesse horário. Não teve como Ronaldo voltar dentro da faculdade. Ele teve que dar uma volta. Quando ele subia em uma avenida, dois rapazes desciam. Eles se cruzaram. Os dois rapazes pararam de descer e começaram a subir. Ronaldo percebera. Resolveu descer pra cruzar com eles novamente. Era, para ele, uma tática para não ser assaltado. Eles se cruzaram novamente na avenida (em lados opostos na calçada) e, de repente, os dois rapazes pararam de subir e começaram a descer. A direção que eles tomaram foi justamente para Ronaldo. Chegaram perto de Ronaldo. Um dos rapazes perguntou:

- Você um real aí pra me emprestar?
- Tenho, só que lá em casa. Vamo lá que eu te entrego.
- Beleza então.

Os dois capazes, que se apresentaram depois como Warlon e Jansen, foram com Ronaldo até a casa dele. Caminharam uns 5 minutos, pois já se encontravam do lado de sua casa. Ronaldo entrou na casa. O pitbull tava solto. Nem se quisessem entrariam na casa. Eram meia-noite e 30 minutos. Pegou 3 reais na sua carteira. Olhou pra janela e lá estavam os rapazes esperando. Ronaldo desceu e entregou os 2 reais. Eles perguntaram se tinha mais um real pra comprar um biscoito (biscoito, naquele horário?) e, sem pensar, Ronaldo entregou o real restante pra eles. Os rapazes agradeceram e foram embora.

Dois casos reais.

Grande abraço a todos.

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Categoria: Cotidiano, Empreitadas Bucaneiras

Meninas do nosso Brasil

Nonada, foi escrito por Santaum no dia 36 de Burocracia de 3173 YOLD às 6:36:81

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Retrato de duas meninas do meu Brasil.

C. F. S., 23 anos.

Meu pai é gringo, nasceu na França.
Fui sequestrada quando tinha 14 anos.
Fui morar nos Estados Unidos depois desse evento.
Fiz o equivalente ao segundo grau no Brasil.
Depois entrei na faculdade. Estudei no MIT. Me formei em engenharia química.
No meio desse ano terminei meu MBA em Toronto, no Canadá. Mesmo sem experiência, eu resolvi fazer.
Desde o meio do ano estou morando em São Paulo, capital, minha terra natal.
Quase não vejo meus pais. Meu pai é presidente de uma multinacional. Minha mãe é médica empresária.
Sou filha única. Me visto que nem uma paty. Gosto de usar roupas pequenas, da moda.
Tenho 5 computadores na minha casa. Gosto mais de usar o meu Macbook (tenho 2).
Estou arrumando emprego agora.
Falo inglês como um estadunidense qualquer, com sotaque de nativo. Afinal, morei lá desde quando tinha 15 anos.
Já fui a vários países, acho que mais ou menos uns 30. O que eu mais visitei foi a França, pois meus avós moram lá.
Moro numa casa. Não vou falar onde fica, tenho traumas passados. Tenho 4 pitbulls e 2 rottweilers.
Falo 5 línguas, fora o português e inglês. Espanhol, francês, alemão, esperanto e japonês.
Tenho 3 carros. Um Land Rover, um Mitsubichi e um Toyota, todos utilitários.
Acho um saco a minha vida. Terminei com meu namorado havia 1 ano. Ele agora é famoso na TV.
Meus pais não dão a mínima pra mim. Fico o dia todo na frente do meu laptop. E o pior são meus dois seguranças, que têm que andar comigo toda hora.
E ainda tenho que arrumar um emprego.

M. Silva de Jesus, 23 anos.

Meus pais são nordestinos.
Vieram aqui pra São Paulo de pau-de-arara.
Nasci na capital e tenho 6 irmãos.
Sou a mais velha.
Tenho primeiro grau completo.
Precisava trabalhar pra ajudar meus pais a sustentar meus irmãos mais novos.
Acordo todo dia 4 horas da manhã. Pego 3 ônibus até chegar no meu trabalho.
Gasto duas horas e meia. Tenho que chegar no serviço 7 horas da manhã.
Saio às 16 horas e tenho uma hora de almoço.
Sou empregada doméstica.
Trabalho de segunda a sábado.
Ganho um salário mínimo, passe de ônibus e almoço na casa da patroa, no dia que trabalho.
Moro na zona leste.
Chego em casa quase na hora da novela das 7.
Ajudo meus pais a fazer a janta.
A minha casa tem dois cômodos. Um de 5×4, laje; e o banheiro, 1,5×2.
Não tem telhado.
Temos uma TV da sharp, de madeira, comprada em 1981.
Um fogão de duas bocas e uma geladeira antiga.
Tenho um filho de 6 anos.
O pai não quis assumir o filho, nem paga pensão pra ele. Nem sei se ele ainda tá vivo.
Durmo exausta, na expectativa de arrumar um emprego com um salário maior e ajudar o meu filho a ter uma educação melhor do que a minha.

Comentários (2)

Categoria: Cotidiano

Papel Higiênico pra Cachorro?

Nonada, foi escrito por Santaum no dia 35 de Burocracia de 3173 YOLD às 0:18:75

Viajando de Campinas/SP a Montes Claros/MG, gostaria de destacar dois trechos:

Trecho Pouso Alegre/MG - Varginha/MG. A mais ou menos uns 20 quilômetros depois de Pouso Alegre/MG, sentido norte, a rodovia Fernão Dias está com buracos na pista, em ambos os sentidos. Deve-se tomar cuidado nesse trecho.

Trecho Sete Lagoas/MG - Trevão BR040-BR135/MG. É o pior trecho da estrada. Não tem pista dupla, o movimento de carros é intenso, e o pior, não tem buracos, e sim depressões. É muito perigoso para o motorista que passa neste local em alta velocidade. Deve-se andar bem devagar (60-80 Km/h). Pelo visto, este trecho está sendo duplicado. Só Deus sabe quando ficará pronto, hehehe. Tem um pedaço desse trecho com desvio, entre Sete Lagoas/MG e Paraopeba-MG. Muito cuidado deve ser tomado!

Agora, na volta, quando paramos em Lavras/MG pra lanchar, lembrei de um supermercado pra cachorro (muita sofisticação ao meu ver, nunca imaginaria ver na minha vida uma coisa dessa! Muita modernidade…) que tem em um shopping na cidade de Campinas/SP. A dona e o dono de um cachorrinho tavam limpando o “áis” dele com um papel. Ele tinha evacuado a pouco, e seus donos ficaram preocupados com a “sujeirinha no áis”, como também ficamos preocupados quando acontece esse tipo de coisa com a gente. E demorou pra limpar! Pelo jeito, já havia muito tempo que algum papel fora utilizado naquele local.

Finalmente, a pergunta que não quer calar: Será que nesse supermercado tem esses recursos? Vou averiguar depois.

Grande abraço a todos…

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Categoria: Cotidiano, Empreitadas Bucaneiras, Uluru



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