Da Necessidade do Mercado
Nonada, foi escrito por Santaum no dia 67 de Caos de 3174 YOLD às 5:54:62

photo credit: rsrocha2004
Toda fase de transição gera uma certa ansiedade para mim. Não sei se isso seria um defeito, ou se só eu tenho isso mas, inegavelmente, provoca em mim espontaneamente esse tipo de reação.
Também não posso negar que as possibilidades são maiores hoje do que há 3 anos atrás, quando me formei. Provavelmente terei mais oportunidades e opções para escolher, ao contrário daquela época. Pode-se dizer que o currículo está mais recheado e mais perceptível ao mercado, pois tive que me adaptar para isso, senão ficaria fora.
Por este lado, a competição pode ser proveitosa. A necessidade de autodesenvolvimento para ingressar no mercado não deixa de ser uma ferramenta demasiado interessante. Veja só um exemplo. Quando era mais jovem, achava muito ruim o inglês. A minha mãe sabe muito bem disso. Devido à necessidade do mercado exigir fluência, tive que começar a estudar inglês à força. Realmente não funciona para a maioria das pessoas, mas pelo menos pra mim funcionou. Hoje, mudei de opinião completamente e considero o inglês um idioma fantástico. Além disso, o inglês é uma enorme fonte geradora de conhecimento. O que quero dizer? Com esse idioma, eu consigo buscar qualquer tipo de informação que eu preciso. Exemplos clássicos são a Wikipédia (a inglesa tem mais de 2 milhões de artigos, ao contrário da Wikipédia portuguesa, que tem pouco menos de 400.000), os trabalhos científicos e inúmeras outras fontes de conhecimento bastante difundidas.
Apesar de gostar bastante de idiomas latinos e por ter começado a estudar espanhol sem interferências competitivas do mercado para aquela época, o simples fato de falar um terceiro idioma já seria um outro diferencial para o ingresso no mercado. Estudar um quarto idioma, como o francês, melhor ainda. Falando nisso, a primeira aula de francês foi fantástica (confusa, nova e bastante diferente). Outro idioma fantástico! Entretanto, lembre-se, “je ne parle pas françáis”.
Mesmo com essas considerações, não estou querendo dizer aqui que a competição é a melhor maneira de dinamizar o mercado, principalmente aqui no Brasil. É inegável que adquirir conhecimento próprio é uma ferramenta fantástica mas, infelizmente, não são todas as pessoas que têm as mesmas oportunidades no nosso país. Na prática, o Art. 6 da constituição não é rigorosamente proferido. Então, como haver uma livre competição de mercado no Brasil se este país não dá a todos as mesmas oportunidades de educação, saúde, emprego, lazer e segurança?
O que eu quero dizer é o seguinte, se todos tivessem a mesma oportunidade de morar no exterior, seria justo que as empresas multinacionais exigissem o inglês fluente porque muitos profissionais excepcionais com um enorme potencial (provavelmente futuras lideranças) não tiveram a oportunidade de morar em outro país. Todos sabem que, mesmo se dedicando bastante às aulas de idioma em escolas, não é possível aperfeiçoar um outro idioma como no país nativo dessa língua. Considerando um outro exemplo, não são todas as pessoas que têm acesso à universidade pública que, pelo menos no Brasil, são consideras as melhores para estudar, com algumas exceções. Qual a porcentagem de estudantes, por exemplo, que fazem pós-graduação na USP e Unicamp, consideradas as duas universidades brasileiras mais bem colocadas no THES - QS World University Rankings?
Acredito que, se todos tivessem a mesma oportunidade de autodesenvolvimento intelectual, a opção da livre competição seria mais justa.
Grande abraço a todos.
Categoria: Empreitadas Bucaneiras, Liguê Djá
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Hã? Nonada, comentado por Dan
Feito no dia 67 de Caos de 3174 YOLD às 7:58:07
Bien que la conjugaison soit très dificile (c’est comme portugais…), je sais que tu n’auras pas de difficulté.
C’est une très cool langue !
Au revoir (et succès !)
Hã? Nonada, comentado por Santaum
Feito no dia 67 de Caos de 3174 YOLD às 9:34:24




