» O Tempo
 Imagem aleatória... Atualize para ver mais!

O Tempo

Nonada, foi escrito por Santaum no dia 72 de Confusão de 3174 YOLD às 7:98:96

Presque Pensitivo
Creative Commons License photo credit: Rev. Beraldo

Às vezes fico divagando sobre o tempo. Quer dizer, às vezes tem horas que quando tenho tempo de divagar sobre o tempo penso a respeito do próprio tempo.

Incubus
Creative Commons License photo credit: ~jjjohn~

Sabe, em determinados momentos, quando você começa a pensar em algumas coisas nonada? Nesses dias, subindo a escada, pensei como se por algum milagre o tempo parasse como se fosse nos DVDs e vídeo cassetes. Levando em conta tecnologias mais modernas, se o tempo reagisse que nem a função time machine das TVs digitais. Sabe quando você faz uma coisa que não gostou e pensa em voltar atrás? Pois é, às vezes seria interessante ter um time machine na nossa vida para a gente rever algumas coisas, conceitos, fatos e atos. Mas se generalizarmos isso para todo mundo, viraria uma farra, hã?

Imaginemos se eu decidisse voltar 10 minutos santo-discordianos no tempo e de repente outra pessoa decidisse fazer a mesma coisa. E mais, se outra e outra e outra pessoa decidisse fazer isso, o que restaria dessa condição temporal? Mas isso se levarmos em conta a dependência do tempo para vários referenciais, ou seja, de modo que se um decidisse voltar o tempo pelo controle remoto na função REW, em todos os outros referenciais isso também viesse a acontecer. Agora, se o tempo fosse independente do referencial, ou seja, se essa função do time machine fosse concebida somente por mim e sobretudo nos meus arredores, a confusão seria menor.

O que estou querendo chegar é que, se imaginarmos a possibilidade de um milagre como esse acontecer, [I mean], se nossos sentidos tiverem essa capacidade de perceber o tempo em pause, ou até mesmo em REW, como seria?

Existe esse tempo que definimos como cronológico. Agora, e se na verdade esse tempo se projeta de trás para frente? Ou se fosse como filmes antigos ou desenhos animados? Ou melhor, como se fosse subdividido em vários pauses infinitesimais em seqüência? De certo modo, isso invalidaria a minha pretensão de imaginar em algum momento da minha vida um pause, já que nessa hipótese viveríamos (se é que não vivemos) através de uma seqüência múltipla de estágios temporais estáticos e pausados.

E tem outra coisa, se realmente ocorresse o pause, nem perceberíamos, hã? Bom, isso já dá outra história….. (5 pontos)

TIME
Creative Commons License photo credit: FABIOLA MEDEIROS- direção de arte

Grande pause a todos.

Categoria: Presque Pensitivo


13 Comentários

Hã? Nonada, comentado por giseliNo Gravatar

Feito no dia 72 de Confusão de 3174 YOLD às 8:38:11

Na última edição da Scientific American que li, tratava justamente do fluxo do tempo. Lá diz que pode haver um Universo simétrico ao nosso, mas com o tempo “ao contrário”, ou seja, entropia diminuindo no tempo, o que é o contrário do Universo atual onde a entropia aumenta sempre.
Isso leva a pensar… realmente não há ponto de se voltar atrás com a entropia nesse Universo?

Hã? Nonada, comentado por SantaumNo Gravatar

Feito no dia 72 de Confusão de 3174 YOLD às 8:60:41

Oi Giseli, é verdade, você está falando sobre a direção do tempo. Com certeza, já deve ter lido os livros de Stephen Halking, hehehehehe. Ele fala bastante sobre isso, direção do tempo, da entropia e da expansão do universo. Bom, eu não li as derivações matemáticas deles, mas li os livros desse autor, que são para leigos (exceto entropia termodinâmica) como eu.

Bom, sua última pergunta já valeu para mim a postagem, pois te fiz pensar de algum modo, hã?

Obrigado por comentar.

Hã? Nonada, comentado por Henrique Artur WintNo Gravatar

Feito no dia 72 de Confusão de 3174 YOLD às 9:51:99

Muitas vezes eu gostaria de deixar minha vida em slow, mas não minha mente.

Hã? Nonada, comentado por KathyNo Gravatar

Feito no dia 73 de Confusão de 3174 YOLD às 7:42:42

Sobre o tempo: Pensei que iria chover, mas acabou sendo um dia ensolarado.
hahahahaha

Interessante o que você disse. No entanto eu acho que vivemos em REC. Talvez seja possível voltar e gravar algo sobre o que já existia, mas não ficará numa qualidade muito boa. Por isso nem vale a pena voltar…..
A sensação temporal também é algo extremamente interessante. O tempo se comprime ou expande dependendo de diversos fatores internos e externos…..
Depois disso, fiquei com vontade de ler Stephen Hawking. =)

Hã? Nonada, comentado por Darto"No Gravatar

Feito no dia 73 de Confusão de 3174 YOLD às 7:95:28

Por abordagem da física clássica, dividimos o tempo em momentos, e acho que isso seria tipo pause. Será que poderíamos subdividir o tempo até uma quantidade “fundamental”, que não pode ser subdividida? Acho que nossa interpretação lógico-matemática de tudo possibilita a subdivisão infinita de tudo. Mas se conseguíssemos fazê-lo, chegaríamos onde? Nonada?
Stephen Hawking achou, certa vez, que quando o universo acabasse ele voltaria com o tempo invertido até o big bang. Ele desistiu dessa teoria.
Certamente, nossa concepção do tempo é muito rasa. Tá, nossa concepção de tudo é muito rasa, mas a do tempo consegue ser mais. Alguns físicos quânticos acreditam que o futuro influencia no presente tanto quanto o passado o faz.
Se você soltou uma bola e ela caiu no chão:
ela caiu no chão porque você a soltou;
mas será que, em primeiro lugar, você a soltou por haver chão lá, ou porque ela cairia no chão depois?
Não é como se você não tivesse escolha. Eu que não consigo expressar satisfatoriamente. E sobre o destino, comento depois.
Se não impuséssemos tantos pressupostos nas mentes das crianças[tempo rígido, etc], talvez elas tivessem maior facilidade para abstrair e nos explicar sobre tudo.
E lembremos: o tempo passa ligeiramente mais rápido para nossas cabeças, quando comparado ao tempo dos nossos pés. Usemos isso para valorizar a abstração em detrimento das raízes fixas.

Hã? Nonada, comentado por Evandro CesarNo Gravatar

Feito no dia 1 de Burocracia de 3174 YOLD às 3:56:42

O Darto disse:”Alguns físicos quânticos acreditam que o futuro influencia no presente tanto quanto o passado o faz.”
Na minha (minha mesmo rsrs) concepção o futuro não existe como algo tão palpável quanto o passado. O futuro é uma infinidade de possibilidades que estão sendo criadas. Não entendo muito disso então tenho dificuldade para me expressar, mas seria como se tivéssemos zilhões de possíveis situações futuras que só se concretizam no momento que se tornam o presente, sendo assim o futuro, do meu ponto de vista, pode ser “calculado” e imaginado se alguém com uma mente brilhante (como Da Vinci ou Julio Verne por exemplo) consegue reunir todos esses fatores de alguma forma e criar situações futuras. PORTANTO não creio que o futuro influencie…
Bem talvez eu fugi completamente do proposto aqui, mas eu queria dizer isso :)

Hã? Nonada, comentado por Darto"No Gravatar

Feito no dia 1 de Burocracia de 3174 YOLD às 6:64:68

Entendo o que quer dizer, caro Evandro. Mas o que eu disse não quer dizer que o futuro seja muito palpável. Quer dizer que o passado também pode ser bem flexível!
E lembre que o futuro não é um só. Isso você disse, mas quero dizer que o presente não é um só, entende? Vários futuros diferentes ocorrerão, criando universos paralelos, mas mais provavelmente nos já criados.
Isso segundo aquela teoria.
Resumindo: o futuro pode ser tão real quanto o passado, mas isso não quer dizer que eles sejam concretos. E, pensando bem, acho que essa teoria acaba com o paradoxo do avô e com algumas impossibilidades que eu encontrava para a viagem no tempo, tendo como destino o passado.

Hã? Nonada, comentado por Everaldo GuimarãesNo Gravatar

Feito no dia 1 de Burocracia de 3174 YOLD às 9:41:94

Santaum, voce pensou numa coisa que nunca pensei antes. Bom, eu nao sei o que e infinitesimal, mas se pegarmos a comparacao com um desenho antigo, deve ser algo bem pequeno. Se o tempo age dessa maneira, por que nao? E por que sim?

A definicao do tempo por si so e muito subjetiva e ao meu ver ela e cronometrada so para facilitar a nossa orientacao como humanos.

Hã? Nonada, comentado por Marcos A.T. SilvaNo Gravatar

Feito no dia 6 de Burocracia de 3174 YOLD às 5:73:37

Artigo muito interessante, e que faz a gente pensar em muitas outras coisas coligadas. Aliás, faz-nos “viajar” bastante.

Sempre pensei que “não há presente”, pelo menos não no sentido “clássico” que se dá à palavra, quando queremos nos referir a algo que aconteceu ontem, hoje, ou amanhã. Talvez o que exista seja algo que nós simplesmente ainda (e talvez nunca) sejamos capazes de entender.

Algo como um “fluxo contínuo”, adaptável à realidade onde é experimentado. Muito daquilo em que nos baseamos como verdade absoluta, “aqui e agora”, perderia seu valor caso estivéssemos em um outro local e/ou realidade. Um outro planeta, talvez, pois basta nos lembrarmos de que “um ano” aqui não representa o mesmo “período de tempo” em Plutão, por exemplo.

Acho esta discussão muito interessante. Pode dar muito “pano pra manga”. :)
Abraços!

Hã? Nonada, comentado por SantaumNo Gravatar

Feito no dia 9 de Burocracia de 3174 YOLD às 7:54:79

Sobre o slow, nunca havia pensado Henrique, hehehehehe. Pelo menos as TV digitais, e até os vídeos cassetes têm esse recurso.

Kathy, entendi sua interpretação sobre o REC. OK, mas você realmente acha se regravarmos alguma coisa a qualidade via piorar? Bom, toda vez que escuto minha música quero mexer nela para ficar melhor, hehehehehe. É o único exemplo que entrou na minha cabeça.

Evandro, não fugiu do propósito não, pois falou do tempo.

Darto”, respondendo suas perguntas: “Acho que nossa interpretação lógico-matemática de tudo possibilita a subdivisão infinita de tudo. Mas se conseguíssemos fazê-lo, chegaríamos onde? Nonada?” Nonada. Seria apenas um modelo. Uma hipótese. Muitos modelos científicos, hipóteses. Nada mais do que isso.

Olá Marcos, obrigado por comentar pela primeira vez aqui no blog. Então não enxerga classicamente o “presente”? Uau. Então onde estamos então? O que vivemos seria o que? Bom, a explicação sobre o tempo de translação desses planetas é lógica, levando em consideração a interpretação contada do tempo. O tempo cronológico, dividido em ciclos. Veja, se Plutão está em uma posição agora, nosso planeta estará em uma determinada posição nesse mesmo tempo. Considerando a realidade nesses instantes, eles acontecem. É isso que é o presente, hã? Mas talvez entendi o que eu quis dizer. Você pode estar buscando uma interpretação não clássica de passado, presente e futuro ou até mesmo propondo, que nem outros filósofos, como Gilles Deleuze, uma seqüência não-clássica, como a de que primeiro vem o passado, depois o presente e finalmente o futuro.

Grande abraço a todos.

Hã? Nonada, comentado por Marcos A.T. SilvaNo Gravatar

Feito no dia 9 de Burocracia de 3174 YOLD às 8:92:13

Fala Santaum! :)

Acredito que a explicação seja na verdade relativa. Tudo depende do ponto de vista. Até mesmo nós, sentados em nossas cadeiras, estáticos, em frente aos nossos computadores, estamos em movimento se considerarmos as coisas em um âmbito maior, tomando como relação, por exemplo, o movimento de translação dos outros planetas orbitando essa estrelinha que chamamos de sol.

Nunca tive certeza realmente se existe um “presente”, e nem tampouco o “futuro”, pois este acaba tão logo atingimos aquilo que tomamos como “referencial” para tal “acontecimento”. Em se tratando do “tempo”, a única certeza em “nossa realidade” é o passado. Pelo menos, eu penso assim.

Até mesmo em sua teoria da relatividade Einstein menciona essa “relatividade” (eita redundância…rsrs) quanto ao tempo. Resumindo um pouco, o tempo é relativo dependendo do “referencial”, da “localização”, da “coordenada”, ou o que quer que tomemos como base para a análise.

Sei lá, esse assunto pode parecer meio doido mesmo. Vai ver foi por tanto pensar nisso que o Deleuze supostamente se matou…rs

Grande abraço! :)

Hã? Nonada, comentado por SantaumNo Gravatar

Feito no dia 9 de Burocracia de 3174 YOLD às 9:07:96

Hummmmm, interessante.

Você está se baseando então na teoria clássica do nosso caro austríaco. Agora, para aumentar a discussão, hehehehehe (5 he’s), se o passado é uma realidade e se trata de sua verdade relativa, então o presente não seria a “referência” dela não? Ou o contrário?

Os amigos de Deleuze disseram na época que, como o corpo dele tava debilidado, ele caiu sem querer da janela do hospital, hahahahaha.

Grande abraço e obrigado.

Hã? Nonada, comentado por Marcos A.T. SilvaNo Gravatar

Feito no dia 11 de Burocracia de 3174 YOLD às 4:09:10

Discussão muito interessante. :)

Agora, para aumentar a discussão, hehehehehe (5 he’s), se o passado é uma realidade e se trata de sua verdade relativa, então o presente não seria a “referência” dela não? Ou o contrário?

Quem sabe ambos?

Ampliando um pouco mais a coisa, se pensarmos nos buracos negros e na “distorção” que o fortíssimo campo gravitacional destes ocasiona no “tempo”, o que nos parece o tempo aqui nesse nosso pequeno planetinha?

Quanta relatividade, né? rsrs:)

Grande abraço!

Faça já o seu comentário!
Preferencialmente, leia a nossa política de comentários.

BuscaPé, líder em comparação de preços na América Latina



www.flickr.com