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Vendendo Seus Produtos em Atlântida

Nonada, foi escrito por Santaum no dia 9 de Pós-matemática de 3173 YOLD às 4:86:81

Mercado

Creative Commons License photo credit: rsrocha2004

O mercado mundial é uma bomba ligada prestes a explodir. Entretanto, ao me referir a “prestes” não estou querendo expor que irá explodir a qualquer momento.

Existe um tempo cronológico determinado e regressivo que permitirá à nossa espécie uma reflexão um pouco mais profunda dessa realidade. Esse tempo longo, cronológico, ainda permitirá à humanidade, espero, uma reflexão coerente de que esse tipo de mercado não é consistente e tampouco sustentável.

E agora José?

Suponhamos que faça parte de uma super corporação, que fatura anualmente centenas de bilhões de dólares. E que seja um grande vendedor dessa corporação. A saúde da corporação e o estímulo dos acionistas é basicamente o aumento do faturamento, rentabilidade e lucro da empresa. O investimento do acionista não é compensado se esse grande conglomerado não consegue, durante aquele ano, um contingente expressivo de novos clientes. O que acontece então? O vendedor tem sempre que buscar novos mercados. Ele será respeitado e valorizado se descobrir novos mercados para os respectivos produtos inovadores da empresa.

Para isso, portanto, é necessário estimular o consumo de algumas pessoas que nunca experimentaram aqueles produtos, como também adaptar o produto ao tipo de consumidor. É necessário coexistir entre essas duas situações uma relação mútua, festiva, para que essa relação fornecedor-consumidor funcione.

É o grande desafio das empresas, e o grande contra-desafio da humanidade. Por que isso?

O vendedor sempre irá querer vender mais. E mais. E mais. Sempre buscará novos mercados, novas pessoas, empresas, e numa linguagem mais apropriada, clientes novos. Seria o sonho dos vendedores se todos os clientes consumissem que nem a quase total maioria dos estadunidenses, ou se as classes C, D e E tivessem o mesmo poder de consumo que as classes A e B. O mesmo raciocínio pode ser estendido para as empresas, apesar destas serem um reflexo do consumo individual das pessoas.

Esse fenômeno da bomba-relógio pode ser comparado com uma bola de neve. Imaginemos um cenário futuro de consumo. Chegará a tal ponto o seu crescimento que atingirá um nível constante. Não haverá novos consumidores, porque não é infinita a quantidade de seres humanos. O que fazer agora vendedor? Vender mercadorias para alienígenas, para os outros animais? Para uma suposta espécie subterrânea? Tentar descobrir uma nova Atlântida? E agora José? O que fará?

Neste momento, ou até antes, o cronômetro da bomba chegará ao tempo ZERO.

P.S.: Evidentemente que estou propondo esta hipótese desconsiderando o momento ZERO da bomba antes de atingir o número total de habitantes, uma vez que essa metodologia comercial atual é absolutamente não sustentável. E o vendedor não é culpado, nem as grandes corporações. O grande culpado disso é o próprio homem.

Grande abraço a todos.

Categoria: Liguê Djá


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